15 abril 2009

O terror não-americano de 2008 e 2009 e a promessa de Mutants, de David Morlet

E se tem uma coisa que 2008 ensinou aos americanos é que em matéria de terror o resto do mundo não deixa nada a desejar. Já conhecemos o armamento pesado de Zé do Caixão em seus filmes quase doentios. Encarnação do Demônio ainda é uma incógnita para Mondo Guerra, que vive no isolado norte catarinense, mas suas obras anteriores já deixaram claro do que Mojica é capaz. No Japão terror é coisa séria e Yoshihiro Nishimura (Tokyo Gore Police) prova que os japas sabem usar sangue em quantidade com muita qualidade. Jaume Balagueró e Paco Plaza, ambos espanhóis, deixaram muita gente boquiaberta com o cinema nervoso e amedrontador de [Rec]. E isso em 2008, agora dá uma olhada nos cartazes enquanto eu recupero o fôlego.


Pois 2009 já começou com um longa que parece dar calafrios, dessa vez norueguês. O diretor Tommy Wirkola estreou no terror em Dead Snow (Død Snø), uma história sobre as férias de uma turma de jovens médicos que resolvem esquiar bem onde nazistas começam a voltar dos mortos. Mondo Guerra promete uma resenha desse filme para breve. Por hora, percebam apenas como os Estados Unidos tentaram ridicularizar o filme com seu cartaz. Os dois primeiros são originais da Noruega e o terceiro (direita) é o americano. (O link tá no do meio.)



Enfim, depois desse pequeno resgate temporal, chegamos ao ponto crucial do post. Chegará ao cinema francês, dia 6 de maio, o primeiro longa do diretor David Morlet, Mutants. Depois do eletrizante e demoníaco Morsure no ano passado (segue trecho aí abaixo), Morlet agora conta a história de Sonia e Marco, um casal que procura sobreviver num mundo devastado por um vírus que transforma as pessoas em criaturas primitivas e sedentas por sangue (lembre de I Am Legend). Tudo se complica, porém, quando Marco é mordido e passa a se transformar pouco a pouco em um desses monstros. Sonia, grávida, começa então a combater seu pior inimigo, o homem que ama. É uma história contada milhares de vezes, mas parece ter uma doçura que só o cinema francês poderia trazer. O olhar de Morlet parece ser inigualável também, veja nas imagens abaixo como ele capta um certo romance em cada cena - principalmente a angelical Sonia no corredor, com ombros cansados e arma em punho. O trailer é delicioso, com energia, temor e desolação bem dosados, como grandes dramas de horror devem ser. (Links nos pôsteres.)






1 E você, o que tem a dizer?:

caio disse...

O trailer realmente é espetacular. Não acho que será "mais um" filme de zumbis. Além de que, zumbis nunca cansam... eu sei que você não curtiu o SHAUN OF THE DEAD, mas pra mim é um dos melhores filmes de zumbis que existe.
O desafio de dar uma nova roupagem a essas antigas criaturas do mundo cinematografico é sempre interessante.

Verei.